As pessoas precisam de histórias simples para entender o mundo e organizar a vida.

Letter to a Young Scientist. Chris Pavese criou a Vitruvian Value para falar sobre investimentos, mas aprendeu uma lição importante como pai de Lucca. Desde que Lucca nasceu, Chris escreveu cartas com conselhos, histórias e ideias. Quando o filho fez 13 anos, ele juntou essas cartas no livro “Letters to Lucca”. A mensagem principal é que carinho, curiosidade e imaginação têm muito valor. Chris queria que Lucca olhasse o mundo como Leonardo da Vinci, com atenção às formas, às ligações e aos detalhes da natureza. Ele também mostrou que paixão, esforço e disciplina podem valer mais do que talento. Para ele, aprender exige paciência, prática e coragem para errar e tentar de novo.

Chris queria manter viva a curiosidade de Lucca pela natureza. Ele pensou nas Ilhas Galápagos, em Darwin e em E.O. Wilson para mostrar que a ciência começa com perguntas simples. Wilson ensinava que um cientista observa, pergunta, imagina uma explicação e testa essa ideia. Karl von Frisch também mostrou que grandes descobertas podem nascer da atenção a coisas próximas, como as abelhas. Um tronco apodrecido, por exemplo, pode parecer sem valor, mas pode ter muitos seres vivos. A Amazônia e outras florestas mostram como pequenos insetos e animais sustentam muita vida na Terra. Chris ligava essa lição também aos investimentos e à vida: boas ideias muitas vezes aparecem onde pouca gente olha. Newton, Darwin, Wilson e Leonardo mostram que imaginação, atenção, honestidade e trabalho constante ajudam uma pessoa a descobrir coisas importantes.

A ideia principal é que a curiosidade precisa ser cuidada durante a vida inteira. Uma pessoa aprende mais quando olha com calma para coisas simples, como um tronco velho, um inseto pequeno ou um detalhe que quase ninguém nota. Na natureza, tudo se liga de algum modo. Até algo que parece sem valor pode guardar vida, perguntas e descobertas. Por isso, talento sozinho não basta. Paixão, esforço, paciência e vontade de tentar de novo podem levar alguém muito mais longe.

Boas descobertas nascem quando a pessoa observa, faz perguntas e testa suas ideias com cuidado. A imaginação ajuda, mas precisa andar junto com atenção e disciplina. Essa forma de pensar aparece em obras como As Ilhas Galápagos, de Charles Darwin, Letters to a Young Scientist, de Edward O. Wilson, e Letters to Lucca. Maria Popova também é ligada a essa visão de ciência com poesia e cuidado. Até referências como Batman lembram que criatividade e coragem ajudam a enxergar ligações escondidas. No fim, o comum pode revelar muito quando alguém tem paciência para olhar melhor.




The AI Panopticon: They’re Building a Prison for Your Mind. Na Grécia antiga, existia um mito sobre uma criatura chamada Panoptes, que tinha cem olhos e via tudo ao redor. Esse mito inspirou o filósofo inglês Jeremy Bentham, no século 18, a imaginar uma prisão circular chamada panóptico, onde um único guarda podia observar todos os presos de uma torre central, sem que eles soubessem quando estavam realmente sendo vigiados. O resultado era surpreendente: os presos passavam a se comportar bem o tempo todo, mesmo quando ninguém os assistia, porque a dúvida já era suficiente para controlá-los. Hoje, esse mesmo princípio ganhou uma forma nova e muito mais poderosa. Tudo o que uma pessoa faz na internet, cada curtida, cada compra, cada pesquisa, é registrado por empresas de tecnologia e sistemas de inteligência artificial, que transformam essas ações em dados detalhados sobre cada usuário. Plataformas gratuitas, como redes sociais e aplicativos, não cobram dinheiro, mas vendem esses dados para outras empresas, que passam a conhecer os gostos, as opiniões e os desejos de cada pessoa muitas vezes melhor do que amigos próximos.

O filósofo grego Sócrates viveu e morreu defendendo o direito de pensar livremente, afirmando que uma vida sem reflexão não vale a pena ser vivida. Esse espaço íntimo de pensamento, no entanto, está cada vez mais ameaçado. Quando as pessoas suspeitam que estão sendo observadas, começam a se autocensurar, evitam expressar certas opiniões e mudam até a forma como votam, sem que ninguém precise dar uma ordem ou usar a força. Esse cenário lembra obras famosas como o livro “1984”, de George Orwell, ou o filme “Minority Report”. O problema mais grave é que esse poder de monitoramento fica concentrado nas mãos de poucos, como ditadores, grandes bilionários ou criminosos, criando uma divisão profunda na sociedade entre quem observa e quem é observado. Governos frequentemente justificam o uso dessas ferramentas como necessário para a segurança pública, mas as mesmas tecnologias que prometem proteger podem ameaçar seriamente a liberdade de cada pessoa. Por isso, especialistas alertam que criar leis fortes de proteção à privacidade é urgente, pois cometer erros e pensar livremente são partes essenciais do desenvolvimento humano, e isso só é possível quando as pessoas não vivem com medo constante de serem vigiadas.

Entender o que está acontecendo com a privacidade digital exige abandonar uma ideia muito comum: a de que “não ter nada a esconder” é proteção suficiente. Essa crença impede que as pessoas percebam o problema real. A privacidade não serve apenas para guardar segredos — ela protege o espaço interior onde cada pessoa pensa, erra, muda de opinião e cresce como ser humano. Quando esse espaço é monitorado, registrado e analisado por algoritmos, como acontece hoje em plataformas digitais usadas por bilhões de pessoas ao redor do mundo, algo muito importante começa a se dissolver silenciosamente. O filósofo Jeremy Bentham imaginou, no século 18, uma prisão chamada Panóptico, onde os presos nunca sabiam quando estavam sendo observados e, por isso, se comportavam como se estivessem sempre sendo vigiados. Esse mesmo mecanismo psicológico opera hoje em escala global, sem paredes, sem grades visíveis — apenas algoritmos que registram cada clique, cada busca e cada curtida. O livro “1984”, de George Orwell, e o filme “Minority Report” exploram exatamente esse tipo de controle, e o que antes parecia ficção científica hoje descreve com precisão o funcionamento das grandes empresas de tecnologia.

O que torna esse cenário ainda mais difícil de reverter é a chamada assimetria de visibilidade: quando um lado vê tudo e o outro não sabe o que está sendo visto, o poder se concentra automaticamente em quem enxerga. É como jogar cartas com alguém que conhece todas as mãos do jogo — a disputa deixa de ser justa desde o início. A inteligência artificial não inventou a vigilância, mas eliminou o custo que tornava a vigilância em massa inviável, transferindo para qualquer empresa com um algoritmo o tipo de controle que antes exigia estados inteiros. Para mudar esse rumo seriam necessárias três coisas ao mesmo tempo: leis com força real, educação da população sobre como seus dados são usados, e modelos de negócio que não dependam de monitorar e vender o comportamento humano. A pergunta mais importante que fica sem resposta é esta: se os algoritmos já conhecem os padrões de uma pessoa melhor do que ela mesma, em que ponto ela deixa de ser autora de suas próprias escolhas e passa a ser apenas um personagem previsto por um sistema que a observa sem parar?




LIVE: PM Benjamin Netanyahu, Mark Levin & others on The New Era for Israel & the U.S.. Uma organização chamada JNS, que significa Jerusalem News Syndicate, realizou uma grande cúpula internacional em Jerusalém, reunindo cerca de mil pessoas de mais de 30 países. O evento contou com a presença de líderes importantes, como o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, o apresentador Mark Levin, o embaixador americano Mike Huckabee e o Rabino Warren Goldstein, que é o Rabino-Chefe da África do Sul. O objetivo principal do encontro foi analisar as conquistas recentes de Israel, discutir os desafios que ainda estão por vir e propor soluções práticas. Desde o dia 7 de outubro de 2023, Israel enfrentou uma guerra que trouxe resultados militares significativos, como o controle de grande parte da Faixa de Gaza, o enfraquecimento do grupo Hezbollah e a destruição de instalações nucleares do Irã em operações conjuntas com os Estados Unidos.

Apesar das vitórias militares, Israel enfrenta outro tipo de batalha: a guerra de narrativas, ou seja, a disputa por como o país é apresentado ao mundo. Pesquisas mostram que cerca de 60% dos americanos têm uma visão negativa de Israel, número que sobe para 70% entre os jovens. A fundadora do JNS, Amelia Katzen, destacou que, mesmo após o massacre de 7 de outubro, parte do mundo culpou as próprias vítimas israelenses, o que prova que vencer militarmente não é suficiente. O JNS foi criado em 2011 justamente para produzir um jornalismo justo e verdadeiro sobre Israel, e hoje atua em mais de 36 idiomas, sendo apresentado como a principal força na batalha contra a desinformação espalhada por veículos como o New York Times e amplificada nas redes sociais por grupos ligados ao Hamas e à Irmandade Muçulmana.

A aliança entre os Estados Unidos e Israel é vista como fundamental para defender os valores do mundo ocidental. Israel é reconhecido como um país que vence batalhas militares, cresce economicamente e é admirado pelo seu profissionalismo. No entanto, o país enfrenta um problema sério: é julgado de forma desproporcional pelo mundo, mesmo quando segue as regras internacionais de guerra. Isso acontece porque seus inimigos, como o Hamas e o Hezbollah, usam civis inocentes como escudos humanos, tornando o combate extremamente difícil. O Coronel britânico Richard Kemp destacou esse duplo padrão, apontando que Israel é criticado por mortes comuns a qualquer guerra, enquanto violências cometidas por outros países, como as mais de 40 mil mortes causadas pelo próprio governo iraniano contra sua população, passam praticamente despercebidas. Além disso, especialistas alertam que vencer militarmente não é suficiente se o país perde a batalha da narrativa, como aconteceu quando as Forças de Defesa de Israel ficaram cerca de 15 a 20 dias sem dar entrevistas em inglês, deixando espaço para versões contrárias dominarem a opinião pública mundial.

Outro tema central nos debates foi o acordo nuclear entre os Estados Unidos e o Irã. Sylvan Adams, empresário filantropo canadense-israelense e presidente do Congresso Judaico Mundial para Israel, criticou duramente esse acordo, afirmando que ele seria ainda pior do que o antigo acordo feito pelo governo de Barack Obama, conhecido como JCPOA. O novo acordo permitiria que o Irã reconstruísse seu arsenal de mísseis, recebesse entre 50 e 100 bilhões de dólares em recursos bloqueados e atraísse até 300 bilhões em novos investimentos estrangeiros. O especialista israelense Yossi Kuperwasser e o embaixador Huckabee também rejeitaram qualquer negociação que não inclua proibição total do enriquecimento de urânio e restrições aos mísseis balísticos iranianos, que já conseguem alcançar a Europa e bases militares americanas. Por fim, Brooke Goldstein, do Lawfare Project, reforçou que o problema de Israel não é de imagem pública, mas sim de desinformação organizada, financiada principalmente pela Irmandade Muçulmana e pelo Catar, cujo líder é o emir Tamim, com apoio do presidente turco Erdogan, que tentam inverter a narrativa histórica do povo judeu para usá-la contra o próprio Israel.

O Irã é apontado como o principal inimigo de Israel e do Ocidente. Por quase 50 anos, o regime iraniano financia grupos terroristas como o Hamas e o Hezbollah, ao mesmo tempo em que engana o mundo sobre seu programa nuclear. A campanha contra Israel, no entanto, é muito mais antiga. Ela tem raízes de quase 100 anos e foi iniciada pelo Mufti de Jerusalém, Haj Amin al-Husseini, que foi aliado dos nazistas. Com o tempo, essa campanha cresceu e passou a contar com o apoio de líderes árabes, da Irmandade Muçulmana, da União Soviética e da China Comunista. Grupos como o Hamas aprenderam a esconder seus objetivos radicais por trás de uma linguagem de direitos humanos, o que funcionou tão bem que, em 2023, jovens americanos chegaram a compartilhar no TikTok uma carta de Osama bin Laden como se fosse uma crítica legítima. A jornalista britânica Melanie Phillips alerta que o Ocidente não percebe que está sendo atacado ideologicamente, e que ao negociar com regimes hostis como o Irã, países como Estados Unidos e Reino Unido demonstram fraqueza. Para combater isso, Israel deve criar um órgão nacional unificado ligado ao Primeiro-Ministro, reunindo forças militares, inteligência e diplomacia para combater a desinformação em tempo real, usando até inteligência artificial.

O apoio cristão a Israel também é apresentado como uma força política importante. O pastor evangélico americano Mike Evans fundou o Museu Amigos de Sião, em Jerusalém, e mobiliza cerca de 750 milhões de cristãos no mundo em defesa de Israel. Josh Reinstein, presidente da Israel Allies Foundation, coordena cerca de 1.600 legisladores em 64 países para transformar essa fé em ações políticas concretas. Nos Estados Unidos, 64% dos cristãos evangélicos brancos apoiam Israel, e a mídia cristã alcança cerca de 300 milhões de pessoas ao redor do mundo, tornando-se o maior canal pró-Israel existente. Dentro do governo americano, existe até um escritório oficial na Casa Branca dedicado a assuntos de fé e combate ao antissemitismo. Na América Latina, esse movimento também cresce: países como Guatemala, Honduras e Paraguai já transferiram suas embaixadas para Jerusalém, e nações como Argentina, liderada por Javier Milei, e Costa Rica planejam fazer o mesmo. No Brasil, pastores como Larry Huck participam de marchas em São Paulo que reúnem até 5,5 milhões de pessoas orando por Jerusalém, mostrando que o apoio a Israel vai muito além das fronteiras do Oriente Médio.

Os cristãos representam uma força política muito importante nos Estados Unidos, respondendo por cerca de 37% dos eleitores do Partido Republicano e por 60% do consumo de mídia religiosa no país. Victoria Coates, ex-vice-conselheira de Segurança Nacional no governo de Donald Trump e pesquisadora da Heritage Foundation, participou de um encontro em Jerusalém que reuniu líderes cristãos e judeus para fortalecer a aliança entre as duas comunidades. No evento, líderes religiosos como o pastor Larry e Troy Miller, da organização NRB, reafirmaram que judeus e cristãos compartilham os mesmos valores e os mesmos inimigos, com o pastor Larry prometendo publicamente que seu ministério nunca tentaria converter judeus e que os cristãos jamais abandonariam Israel. Victoria Coates também propôs, junto com Rob Greenway, uma mudança na forma como os Estados Unidos apoiam Israel militarmente, substituindo a ajuda financeira direta por um modelo de vendas militares ao longo de aproximadamente 20 anos, mantendo cerca de 250 milhões de dólares anuais em programas conjuntos. O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu acabou adotando a proposta, o que foi visto como um sinal positivo. Coates também é autora do livro “David Sling”, publicado em 2012, no qual analisa como democracias transformaram lugares improváveis em grandes potências ao longo da história, traçando um paralelo com o próprio Israel.

O apresentador de rádio nova-iorquino Sid Rosenberg é um defensor fervoroso da comunidade judaica e compara o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 ao ataque terrorista de 11 de setembro, considerando os dois igualmente traumáticos. Ele critica abertamente o prefeito de Nova York por não combater o antissemitismo com firmeza e alerta que políticos com discursos hostis aos judeus estão vencendo eleições em vários estados americanos. Rosenberg defende que jovens judeus jamais escondam seus símbolos religiosos, como a kipá ou a Estrela de Davi, pois ceder ao medo seria exatamente o que os terroristas desejam. No evento que ajudou a organizar, também esteve presente Jonathan Tobin, editor-chefe do JNS, o Jewish News Syndicate, que surgiu como alternativa ao jornalismo tradicional por defender fatos verificados sem seguir agendas ideológicas, apoiando abertamente o sionismo e os valores da civilização ocidental. O famoso comentarista da Fox News Mark Levin também discursou no evento, comparando o regime iraniano a um governo nazista de base religiosa extremista, destacando que o Irã recebeu cerca de 150 bilhões de dólares enquanto desenvolvia armas nucleares com apoio da China e financiava o Hezbollah no Líbano. Levin elogiou a parceria entre Donald Trump e Benjamin Netanyahu, comparando-a a grandes duplas históricas como Franklin Roosevelt e Winston Churchill na Segunda Guerra Mundial, e defendeu que afastar Netanyahu do poder neste momento seria um erro histórico grave, semelhante ao que os britânicos fizeram com Churchill em 1945.

Benjamin Netanyahu foi recebido com grande entusiasmo em um evento organizado pela JNS, uma organização jornalística judaica nos Estados Unidos. Nesse encontro, líderes políticos e comunicadores influentes elogiaram sua liderança e compararam-no a grandes nomes da história, como Winston Churchill e Ronald Reagan, ou seja, líderes que guiaram seus países em momentos de enorme perigo. Netanyahu foi descrito como uma figura indispensável para Israel, e o evento também celebrou os 50 anos da Operação Entebbe, o famoso resgate israelense de reféns sequestrados em Uganda em 1976, onde seu irmão Yoni Netanyahu morreu como herói. A parceria entre Israel e os Estados Unidos foi destacada como algo profundo, envolvendo operações militares conjuntas, troca de informações de inteligência e ações coordenadas contra o Irã, incluindo os maiores ataques da história de Israel contra instalações nucleares e militares iranianas. Especialistas alertaram que o Irã, nos últimos 47 anos, financiou ataques terroristas que mataram centenas de americanos, violou todos os acordos que assinou e continua buscando construir uma arma nuclear, sendo visto como uma ameaça não apenas para Israel, mas para o mundo inteiro.

Além das batalhas militares, Netanyahu e seus apoiadores destacaram outro grande desafio: a guerra de narrativas, ou seja, a disputa para convencer o mundo de que Israel age com razão. Enquanto Israel é muito forte no campo de batalha, seus adversários investem bilhões para contar uma versão da história que prejudica a imagem do país. A JNS atua exatamente para combater essas desinformações, conectando Israel ao restante do mundo por meio de informação confiável. Netanyahu também defendeu as ações militares de Israel em Gaza, no Líbano e na Síria, explicando que o país tenta ao máximo proteger civis e que o Hezbollah é quem coloca a própria população em risco ao se esconder entre moradores, o que é considerado um crime de guerra. Ele encerrou seu discurso lembrando o longo histórico de sofrimento do povo judeu e pedindo que judeus ao redor do mundo defendam Israel com coragem, verdade e dignidade, sem medo ou silêncio.

Qualquer acordo com o Irã que não elimine completamente a capacidade desse país de produzir armas nucleares é considerado uma derrota. Isso significa que qualquer negociação precisa incluir o fim do enriquecimento de urânio, a proibição de mísseis capazes de carregar ogivas nucleares e uma fiscalização rigorosa e confiável. Enquanto o regime iraniano continuar no poder, todo dinheiro que receber será usado para financiar grupos terroristas ao redor do mundo. A verdadeira mudança no Irã só pode vir do próprio povo iraniano, e o papel da comunidade internacional é criar pressão para que isso aconteça, e não fazer acordos que prolonguem a existência desse regime. Nesse contexto, Donald Trump é apontado como alguém que estaria, sem perceber, repetindo a mesma tática que o Irã sempre usou nas negociações: ganhar tempo. Além disso, menos da metade dos americanos reconhece o Irã como inimigo dos Estados Unidos, o que mostra como a guerra de narrativas, ou seja, a batalha para controlar o que as pessoas acreditam, está sendo vencida pelos adversários de Israel.

Um dos pontos mais importantes desse debate é o papel dos cristãos no apoio a Israel. Estima-se que cerca de 750 milhões de cristãos no mundo se identificam como sionistas, isto é, apoiadores do direito de Israel existir, motivados por uma crença bíblica. A mídia cristã nos Estados Unidos alcança aproximadamente 90% dos lares americanos e é considerada uma das maiores forças de apoio a Israel na guerra das ideias. Essa aliança vai além da política: quando os cristãos percebem que o cristianismo tem raízes profundas na tradição judaica, o apoio a Israel se torna algo muito mais profundo do que uma simples posição política. Veículos de jornalismo independente, como o The Free Press, fundado por Bari Weiss, são citados como exemplos de imprensa comprometida em combater mentiras com fatos. A mensagem central é clara: Israel não deve apenas vencer no campo de batalha, mas também na batalha das ideias, respondendo às mentiras com verdade, coragem e de cabeça erguida.

Israel possui superioridade militar, aliados poderosos e acesso à mídia ocidental, mas continua perdendo a chamada “guerra de narrativas” — ou seja, a batalha para convencer o mundo de quem é o agressor e quem é a vítima em conflitos. Analistas que estudaram esse fenômeno, incluindo pesquisadores da Heritage Foundation e da JNS, apontam que quem define o enquadramento de um conflito antes do debate começar já decide, na prática, quem pode ganhar politicamente, independentemente do que acontece no campo de batalha. Para entender o Irã, por exemplo, não basta ouvir declarações diplomáticas: é preciso ler documentos como “Governo Islâmico”, escrito pelo aiatolá Khomeini, e observar décadas de comportamento histórico repetido. Um detalhe revelador é que, em memorandos de negociação nuclear, a questão nuclear aparecia apenas no oitavo ponto da lista — o que mostra que a prioridade real nunca foi o acordo, mas a sobrevivência do regime.

O problema vai além de comunicação: quem distribui uma narrativa falsa gasta muito menos do que quem precisa corrigi-la depois, o que favorece estruturalmente quem mente. Ao mesmo tempo, a memória coletiva do Holocausto e dos ataques terroristas está desaparecendo nas gerações mais jovens, e o jornalismo tradicional, que antes funcionava como árbitro de uma realidade compartilhada, perdeu autoridade. Obras como “American Marxism” e “Liberty and Tyranny”, de Mark Levin, discutem como linguagem de direitos humanos pode ser usada para encobrir objetivos radicais, tornando ameaças invisíveis ao Ocidente. A pergunta que permanece sem resposta clara é: se Israel investe tanto em comunicação e possui tantos recursos, por que continua perdendo essa batalha depois de décadas?




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